Especialista afirma que memes refletem busca por aceitação social

Redes sociais impactam diretamente comportamento “real”

Por Jainy Soares 28/01/2019 - 14:36 hs
Foto: Reprodução

A busca incessante por uma curtida, um compartilhamento e a aprovação. Com esse objetivo internautas de todas as idades reproduzem temas e expõem suas vidas pessoais online. Segundo a especialista em comportamento Cleoní Sloniregauer, o ato de copiar e manter um padrão em publicações é reflexo da mídia e de uma competição natural.

“Tudo que é produzido pela mídia nos contamina, nos leva a ter um comportamento semelhante ao do outro. Consequentemente, queremos ser melhores de alguma forma e ser aceitos”, aponta.

Um dos temas mais recentes que têm movimentado a rede, é a comparação entre a situação atual com a de 10 anos atrás, marcada com a hashtag #10yearchallenge (do inglês 10 anos atrás). O viral (situação ou fato que é muito compartilhado) começou há alguns dias e tem engajado desde artistas e famosos, até anônimos. Somente no Instagram, a tag já foi utilizada mais de 2,2 milhões de vezes.

Esse é apenas um dos movimentos que impactam as redes sociais e produzem mais conteúdo, os famosos memes. Fotos engraçadas de pessoas ou animais, com uma determinada legenda.

E entrando na brincadeira que o jornalista Evaristo Costa fez uma publicação comparando uma foto sua atual com uma do cantor Christian Chávez arrancando muitas gargalhadas de seus fãs, que ficaram impressionados com a semelhança entre os dois

As consequências

A situação se torna um pouco mais complicada quando o assunto são as consequências causadas pela exposição de dados nas redes sociais, que podem resultar até mesmo no envolvimento com pessoas desconhecidas, e a vários tipos de perigos.

De acordo com a especialista, não é aconselhável colocar em suas redes sociais conversas pessoais ou qualquer tipo de informação que possa servir de ligações para pessoas com más intenções.

“Tudo o que postamos, de certa forma, são declarações sobre nosso ponto de vista, pensamentos e até interesses. Um dos maiores motivos da exposição vem do incessante desejo de se sentir importante, como parte de algo, e ser aceito pela sociedade”, disse Cleoní.

Doenças como transtorno depressivo, neste caso, podem estar relacionadas ao uso frequente das redes sociais. Estar sempre conectado causa desânimo, falta de vontade de realizar as atividades diárias, insônia, alterações de humor e irritação.

Pessoas dependentes das redes sociais têm as mesmas características e sintomas semelhantes a pessoas que são dependentes químicos.

“É importante que haja uma mudança de foco, estipular horários para o uso das redes sociais e aproveitar o restante do tempo para realizar atividades que não são de seu costume, como ler um livro e desenvolver atividades físicas”. finalizou.