Vendedora é acusada de cometer estelionato em agências de turismo de Sinop; prejuízo pode ultrapassar R$ 120 mil

Segundo os empresários, ela agiu de forma parecida em diversas empresas

Por Luan Cordeiro 28/01/2019 - 15:20 hs
Foto: Reprodução

Uma mulher, de 26 anos, é suspeita de cometer inúmeros crimes de estelionato em agências de turismo de Sinop (500 Km de Cuiabá). De acordo com denúncias, inclusive registradas na Polícia local, a mulher teria aproveitado que trabalhava em empresas de turismo na cidade e cometido os crimes em pelo menos três delas, o prejuízo dos empresários ao todo, podem ultrapassar R$ 120 mil.

De acordo com um Boletim de Ocorrência, registrado nesta quinta-feira (24), apenas na última agência em que a acusada agiu, o prejuízo ultrapassa R$ 10 mil. Ainda foi necessário que uma auditoria interna fosse realizada, para apurar todos os prejuízos de forma exata.

O documento relata ainda que a estelionatária usava de sua influência junto ao cliente para realizar pagamentos para ela, mas que estes pagamentos não seriam efetivados.

“O comunicante relata que seu pai teve o nome inserido nos órgãos de proteção ao credito por que não estaria pagando os boletos referente a viagem, com a constatação o comunicante se dirigiu a empresa para averiguação. Ao ser descoberta a suspeita ainda teria cometido um novo crime, se dirigindo até uma agencia bancaria para fazer o pagamento da pendencia, mas teria colocado no envelope um valor inferior ao comunicado, gerando um pagamento fictício”, relata o registro de ocorrência.

O documento ainda traz a informação que a proprietária da empresa em questão foi informada pelo banco que haviam outros pagamentos feitos nestes mesmos moldes pela suspeita.

“Agora estamos fazendo uma auditoria para apurar quais são os prejuízos causados pela funcionária e como vamos saná-los”, disse a comunicante no registro.

Em entrevista a reportagem, uma das vítimas, que prefere não se identificar, relata que a suspeita trabalhou anteriormente em sua agencia, causando também prejuízos financeiros e prejudicando a imagem da empresa.

“Quando ela saiu da empresa que nos demos conta dos problemas que estávamos tendo causados por ela. Aqui o prejuízo chegou aproximadamente R$ 100 mil, mas até o momento não sabia como agir, eu me sentia uma tola por ter confiado nela. O meu desejo é que ela pague pelos crimes que cometeu e pare de prejudicar as empresas”, desabafou.