Acusado de matar tia e arrancar coração diz que não se arrepende de cometer o crime

O homem ainda relatou que se arrepende de não ter matado a mãe em São Paulo

Por Luan Cordeiro 11/07/2019 - 11:23 hs
Foto: JK Sorriso

Com oscilações de comportamento e muita frieza, Lumar Costa da Silva, 28, acusado de matar a tia Maria Zélia Cosmos, 55, arrancar seu coração e levar para a filha da vítima foi ouvido por investigadores da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) nesta quarta-feira (10). O crime com requintes de crueldade aconteceu na rua Rio Negro, no bairro Vila Bela, em Sorriso (400 Km de Cuiabá) no dia 2 desse mês.

Em entrevista à imprensa, Lumar confessou o crime e disse não estar arrependido de ter matado a mulher. Segundo ele, a “voz do universo” o auxiliou no momento do homicídio.

“Ela mereceu morrer, estava me sacaneando, falando que eu era drogado, arrumando confusão com vizinhos e eu só queria paz. O universo falou que ela precisava ser morta. Eu purifiquei minha tia, agora ela está bem”, explicou.

O acusado ainda admitiu estar sob efeitos de drogas quando cometeu o crime e revelou ser usuário ativo de entorpecentes.

“Eu fumo maconha e tinha tomado LSD na ocasião. No dia só foi acontecendo, não planejei nada. Depois que ingeri a droga pensei que aquela era a hora dela morrer e fui atrás”, contou, relatando ainda que se considera uma pessoa normal, sem variações mentais.

Sobre o fato de ter invadido uma subestação de energia após matar a tia, Lumar revelou que pretendia realizar uma “revolução e purificação”.

“Meu objetivo era explodir a estação, apagar as luzes, abrir a cadeia e soltar os presos, liberar o ódio. Eu não estava fazendo o mal, estava fazendo o bem, tem que purificar, existe muita maldade no mundo”, declarou.

O acusado ainda evidenciou ter uma “enorme admiração” pela filha da prima de 7 anos. No dia do crime, ele teria tentado levar a criança com ele no momento em que ia fugir.

“Ela é uma menina legal. Já é uma mulher, sabe o que faz, se tivesse consentimento com a situação não seria errado. Eu queria beijá-la, não vou mentir”, descreveu.

Relação com os pais

Quando questionado sobre a relação com os pais, Lumar chegou a chorar.

“Meu pai é uma pessoa maravilhosa, eu o amo. Agora minha mãe não vale nada. Quando eu era criança ela me batia, me espancava, enforcava e até me expulsava de casa”, destacou.

Sobre o episódio onde teria brigado e ameaçado a mãe em São Paulo, o acusado afirmou ser verdade e se arrepender de não ter a matado.

“Estávamos no bar e eu falei que ia colocar sertanejo para ouvir, mas ela não deixou. Em seguida fui desligar o som e ela pegou um facão. Quando vi isso, surtei, tudo que ela me fez passou pela minha cabeça e eu ia matar ela, mas não consegui. Ela não merece viver, por tudo que me causou. Muito obrigado mãe”, ressaltou.

Após ser ouvido, o acusado voltou para o Centro de Ressocialização de Sorriso (CRS) onde permanece preso em cela separada dos outros detentos.