Autoridades deflagram operação para desarticular quadrilha que causou prejuízo superior a R$ 337 milhões

Os crimes de ordem tributária foram realizados por meio da falsificação de documentos, com emissão de notas frias, e sonegação fiscal

Por Luan Cordeiro 09/10/2019 - 12:00 hs
Foto: Assessoria

Prejuízo – considerado pelas autoridades como alarmante – de R$ 337.337.930,11 milhões, e grande interferência na base de dados da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT). Esses foram alguns danos causados por uma organização criminosa alvo da Operação Fake Paper, deflagrada na manhã desta quarta-feira (08) em sete cidades de Mato Grosso.

A ação, realizada pela Polícia Judiciária Civil (PJC), por meio da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz), em conjunto com a Sefaz, visa o cumprimento de nove mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão, todos por crimes contra a administração pública.

As ordens estão sendo cumpridas em Sorriso, Juína, Campo Novo do Parecis, Barra do Bugres, Cuiabá, Tangará da Serra, e Canarana (85, 436, 470, 498, 500, 519 e 675 Km de Sinop respectivamente).

Conforme as investigações, a quadrilha agia por meio da falsificação de documento público, adulteração do selo ou sinal público e uso de documentos falsos, promovendo a abertura de empreendimentos de fachada.

O objetivo era disponibilizar notas frias para utilização de produtores rurais e empresas nos crimes de sonegação fiscal. A prática ilegal também possibilitou a realização de crimes tributários, como a fraude de licitação e até mesmo ‘esquentar’ mercadorias roubadas ou furtadas.

“Essas atividades interferem negativamente na base de dados da Sefaz, pois distorce as informações sobre produção econômica do estado e consequentemente na composição de índices do Fundo de Participação dos Municípios e no cálculo do Fundo de Participação dos Estados. Isso resulta em efeitos devastadores aos cofres públicos”, explicou o delegado responsável pelas investigações, Sylvio do Vale Ferreira Junior.

Os trabalhos de apuração ainda constataram que, juntas, as empresas Rio Rancho Rancho Produtos do Agronegócio Ltda. e Mato Grosso Comércio e Serviços e a B. da S. Guimarães Eireli, emitiram mais de R$ 337 milhões em notas frias.

“Buscamos apreender documentos, dispositivos móveis e computadores que possam reforçar ainda mais a investigação e integra mais uma ação conjunta entre as forças de segurança no combate aos crimes contra a ordem tributária”, concluiu o delegado titular da Defaz, Anderson da Cruz e Veiga.  (Com assessoria)